terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ground zero

Muito bem lembrado. Postado. Os créditos de quem lembrou eu não vou dar. Peço perdão por isso.

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!


Mario Quintana

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

4 de 10

Não resisto, é um video velho e provavelmente todos já viram mas eu não me canso de ver. Ando sem saco pra postar então deixarei com mais um video da minha lista de favoritos do youtube. Acontece que minha TPM alcançou niveis extraordinários. Não que meu mau humor por aqui não seja uma constante, mas é que eu com essa greve de bancos, a falta de dinheiro, de tempo eu fiquei pior. Cheguei o fundo do poço da chatice. Até me afastei dos amigos, ando meio reclusa, sem querer forçar ninguém a me aguentar. Nada para se preocupar de fato, , tirando os problemas acima o resto corre lindamente, posso até dizer que estou feliz, o que torna essa TPM ainda mais inexplicável.

Bom, provavelmente lá pro final da semana tudo ja deve ter voltado ao normal e meu mau humor vai ter sido reestabelecido e voltado a ser engraçado. Enquanto isso, gostaria de propor uma brincadeira. Curtam esse vídeo que eu adoro. Quem sabe você não se identifica com alguma das cenas. Ou várias. Niguém vai julgar se for com todas ok? Se quiserem podem comentar quantos dos dez vocês praticaram ou praticam (repito mais uma vez, não estou aqui pra julgar ninguém).

Quero ver quem tem coragem de assumir.


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P.S. Da pra entender o nome da maior parte das drogas mas eu vou colocar a tradução de todas por que alemão é foda. 1) Heroína 2) Haxixe 3) LSD 4) Cocaína 5) Álcool 6) Valium 7) Ecstasy 8) Cola de sapateiro 9) Absinto 10) *Todas as drogas juntas


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Heteros, que heteros?

Negócio que me deixa chateada é eu ter uma informação e querer passar mas todo mundo já sabe. Me faço de doida e conto tudo de novo, só de mal.

A questão é, tem uns dias, semanas, acho, Dentista me mandou um video genial de uma nova série da Fox. Depois de formatar duas vezes o computador em um mês eu resolvi que não a baixaria, só procuraria coisa ou outra no meu salva vidas Youtube. E não é que ela virou febre e todo mundo ta postando no Twitter? Revolta! Eu, do fundo do meu coração despeitado, acho que tudo de bom ja tá no youtube, que não vale a pena acompanhar mais esse folhetim. Já tenho muitos pra me preocupar.

Vou deixar, praqueles que nunca ouviram falar, dois teasers. Quem se interessar baixa, quem não se interessar ou não souber fazer fica que nem eu, dando pinta de desinteressada. FKDK.

Bom, Glee é uma denominação (em inglês, of course) para corais masculinos que cantam à capela. Na série cantam meninos e meninas (eu sei, não faz muito sentido não. Nem deve ter tantas refererências bacanas...) Esse video é do primeiro episódio. Nada demais, só uma autoreferência. O segundo é muito mais divertido (foi esse que o dentista me mandou. Se perder a paciência, o melhor acontece a partir do minuto 2:35). Tem outros videos "interessantes" um dueto de "Maybe This Time" de Cabaret e o final da temporada que foi "Somebody to love" do Queen. Repara no repertório... This is the most gay TV serie ever!!!!


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Equilibrando um pouco a balança, por que afinal de contas meu blog é bem democrático, fica a dica para aqueles que curtem o mundo tosco de um solteiro convicto, pobre, e muitas vezes porco. É um programa do canal Brasil chamado Larica Total. Imperdível. O tal solteiro ensina a outros homens aquilo que ele chama de "Culinaria da guerra", que basicamente é utilizar aquilo que encontrar na geladeira num dia de ressaca. As vezes não dá certo mas homem que é homem "engole o choro!" Daqui uns dias, quando o Bruno Mazela encher o saco de todo mundo, o Fantastico vai passar. Aposto.

Tem muita coisa no youtube, eu que tô com preguiça de baixar, mas quem quiser começar por algum lugar vai no Frango Total Flex. Depois é só fechar o olho, escolher outro e continuar assistindo. Só o Macarrão Salva também é engraçado. Indicação do Inútil do meu Ódio.

Enjoy


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

It just got so hard

Depois de tanto tempo e de tantos pedidos eu vou postar esse vídeo. Relutei muito apesar de gostar demais, apesar de ser da minha série favorita, mas é que ele diz muito sobre mim e garotas de cabelos encaracolados.

Não gostaria de estabelecer relação com minha vida pregressa apesar de saber que links surgirão. Sempre aparecem, Machado de Assis tá ai para provar. (Ao dizer isso não me considero uma escritora, nem mesmo perto de um ser humano perto da genialidade dele. Outro parêntese. Sim, prefiro Graciliano Ramos, pessoa que jamais deveria ter citado neste post, tamanha insignificância minha)

Repito, relutei e nunca achei situação apropriada para postar. Ou talvez tenha encontrado situações apropriadas demais pra postar. Odeio o óbvio, mas deu trabalho para colocar as legendas e eu acho indigno o trabalho inútil. De tanto esperar entendi que não apareceria mesmo a situação perfeita, que o tornasse correto. Então postei. Pronto. Sem maiores explicações.

Sei que esse vídeo me desnuda em tantos níveis, mais do que a maioria de vocês possam enxergar. Ele chega a ser pornográfico mas por outro lado fala de uma epifanias e dignidade que eu busco. Hoje, para o deleite de vocês, ou desprazer, a minha imagem "quase-semi-nua." Provavelmente vocês interpretarão de forma diversa da minha, mas como havia dito, não havia situação apropriada para este post. Guardo para mim o legítimo direito de entender tudo e ainda assim gostar. Por que de mim eu gosto. E da Carrie. E da k-k-k-katie.

Forget it. Just watch and enjoy


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Ai caralho, postei bêbada

Mais do mesmo

Ninguém pode calar dentre mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar

Eu não posso explicar quando foi
E nem quando ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio

Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade
De quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou
Ou vai falar de mim

É diletos, a tão temida (por mim, pelo menos) lei antifumo chegou às terras alencarinas. E confesso que andava um pouco desconfiada, receosa quanto ao fato dela ser seguida por aqui. A verdade é que está sendo sim. Alguns lugares não só proibiram como também não disponibilizaram espaços para que esta atividade seja praticada what-so-ever. O cumprimento desta lei em cidades como São Paulo acarretaram uma nova ordem de problemas. O primeiro deles é a sujeira que as pontas de cigarro fazem já que não é permitida a colocação de cinzeiros nas calçadas. O segundo é a poluição sonora nas portas dos tais estabelecimentos, o ruído que os duplamente mal educados fazem. O terceiro e mais danoso é o prejuízo financeiro. Recentemente foi calculada uma redução de faturamento de quase quarenta por cento em pubs e boates.

A boa notícia é que novas soluções estão sendo buscadas para que fumantes e não fumantes convivam harmoniosamente. Aparentemente percebeu-se que esta lei, ao contrário do que se imaginava, não mudou os hábitos dos fumantes. Estes continuam frequentando a noite, só que agora superlotando estabelecimentos comerciais que ofereçam espaços apropriados para que seus cigarros sejam apreciados com deleite e não em lugares que associo aos vales destinados aos leprosos.

Graças ao Twitter eu descobri um site em bacana que trata o assunto de forma aparentemente séria que me fez sentir menos irracional quanto às minhas queixas em relação à minha liberdade de escolha e a coação. Não vou mais falar do sinto de segurança ou da gordura trans, juro. O que eu realmente temo é que, com a chegada dos novos direitos adquiridos pelos não fumantes, outras minorias excluídas e politicamente incorretas sejam perseguidas pelos moralizadores e sua linda fórmula de eugenia, seus atestados de bons costumes e práticas saudáveis.

Gordos do mundo uni-vos. Nós , findada essa discussão sobre o tabagismo, seremos os próximos a sermos acusados de contraproducentes gastadores do dinheiro público, mal educados e sem vergonha na cara por não mudarmos de hábitos mesmo sendo "comprovado cientificamente" que a gordura abdominal é nociva ao coração e ao caralho de asas.

Ao contrário do que todos imaginavam, inclusive eu mesma, sou a favor dessa lei. Sou a favor, inclusive, de seu cumprimento, para que finalmente cheguemos a uma zona de conforto, satisfatória para todos, para que meu (mau) hábito saia finalmente da berlinda e que eu possa satisfazer em paz meu vício perfeitamente legal.

Enquanto este dia não chega, eu me contento em frequentar meu bar-pé-sujo-de-cada-dia que, não só autorizou minha prática, como comercializa meus saches de câncer em forma de canudinho. Infelizmente, em protesto, aviso aos navegantes que não me convidem para festas em ambientes para não fumantes. Não vou, não preciso me prestar a este Papel de implorar para sair e dar uma fumadinha rápida do lado de fora. Me nego a dar o prazer aos agora-felizes-e-cheirosos-não-fumantes de torcerem suas caras e correrem apressados nas calçadas para me falarem sobre seus direitos e aquelas balelas sobre parar de fumar que todos conhecemos. Não, não vou aproveitar para parar de fumar. Desculpem-me aqueles que acham que encontraram um bom e convincente argumento para virarem pessoas boas e saudáveis. Eu prefiro o açúcar, a manteiga e o cigarro. Sigo o exemplo dos gays, que quando está quase comprovado que casamento é o maior fracasso institucional do mundo eles ainda insistem que querem o direito de cometê-lo. And so do I.

P.S. Pra quem interessar o link dos Fumantes Unidos é http://www.fumantesunidos.org/


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Hopes and dreams of "second" chances

A vida é muito engraçada, maior parte da graça tá nos ciclos e padrões que a gente estabelece, nas relações e nas experiências diárias. Tudo se repete da forma mais bizarra. Lembram do Bizarro do Superman? Olha só...

"As duas versões do Bizarro interpretam o sentido o oposto das palavras, como Salvar= Matar, Bom= Mau e Amor= Ódio. É o resultado dessa sua imperfeição que o leva a ser um vilão, visto que em várias ocasiões Bizarro apenas causa problemas por tentar agir como o Super-Homem, mas falha ao agir do modo oposto, graças à sua lógica 'bizarra'" - Wikipédia

Olha só como essa minha teoria se confirma nas menores coisas... Vamos falar das relações amorosas por que é sobre o que mais reflito ultimamente.

Você conhece alguém por quem se interessa. Antes de trocarem telefones fica aquela tensão, perguntando para os amigos dos amigos do paradeiro daquela pessoa e segue com aquele friozinha na barriga pela expectativa de se encontrarem e finalmente a coisa rolar.

Rolou, e para abreviar tudo, eu vou fazer de conta que telefones, e-mail e, por consequência, MSNs foram trocados. Na sequência o Orkut. Pulamos o incio tímido, chegamos ao meio de campo em que os dois fingem trabalhar pra se falar online. Quando aquela mensagem de Ocupado, que nunca sai do msn de ninguém, é ostensivamente desprezada. E, finalmente, chegamos ao namoro.

O início é aquela coisa ma vie en rose. Muitas mensagens de texto, saudades, o sono não chega nunca por que você não pára de pensar no outro, quando finalmente dorme sonha com ele (ou ela, não julgo). Acorda suspirando. Ouve Chico Buarque, e sofre, e sonha pensando nos erros já cometidos, nas relações passadas, como tudo foi difícil. Tudo sob uma ótica cor de rosa. Vai dar tudo certo. Dessa vez vai, tem que dar.

Finalmente a relação acaba. O que se vai fazer com o Orkut e a pessoa que insiste em entrar bem na hora que você entra? Com o Google talk que insiste no sinal de ocupado, sem nunca aparecer a bolinha verde do "disponível"? Com as saudades? Com a isônia por que você nunca pára de pensar no outro e quando dorme sonha com ele? Com o frio na barriga quando esbarra em público com ela? Resposta:

Acorda suspirando. Ouve Chico Buarque, e sofre, e sonha pensando nos erros cometidos, nas relações passadas, como tudo é dificil. Mas que vai dar tudo certo. Sempre dá, essa é a ótica cor de rosa e bizarra.

A ótica que substitui o amor de salvação pelo amor de perdição (Salvar= Matar). A ótica que que não revela vilões nem mocinhos (Bom= Mau) e finalmente aquela que substitui as lembranças boas apenas pelas ruins (Amor= Ódio) para o dia ficar menos longo. Pelo menos até segunda ordem. Tempo ao tempo para que ele opere seus milagres.

O mais estranho é que acontece. Mais dia, menos dia a gente fica pronto pra iniciar tudo de novo. Com sonhos e esperanças de segundas chances. É ou não é bizarro?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pois é, fica dito o redito

Gente, gostaria, antes mais nada, pedir deculpas pelos dois últimos posts. Tudo se resume a uma velha e boa ressaca, moral e física. Tragédia, uma lástima, mas explicarei o que aconteceu.

Tudo começou num final de semana, não esse passado, o anterior.

Era uma vez em uma bela tarde de sábado em que rumamos, eu, Lingua, sua prima, Ministra e seu marido, o Primeiro Ministro para o Beach Park, melhor, Acqua Park. (Dona rica nada, cortesia).

Bom, eis que resolvo ir em um dos brinquedos, o tal de Calafrio (desaconselho fortemente para os fracos de corpo e espírito que nem eu). Dulpo eufemismo, o nome e o fato de classificarem aquilo como brinquedo. Continuando. Eu e Ministra subimos, carregando uma bóia enorme, dois lances de escada (parece nada, ne? Pois vá...). Chegamos finalmente ao topo exaustas. Chegada nossa vez eu me acomodo na bóia (esperta como só eu mesma, peguei o pior lugar, dos que descem de frente e veem a desgraça comendo de esmola) . Peço uma pausa falando baixinho pra prima que "o arroz estava queimando". Vocês não acreditam na desfaçatez do EMPURRADOR DE BÓIA (?!) . Sabe o que ele fez? Na maior cara de pau disse "Se queimar não dá pra comer" Tu acha? Eu levei uma cantada infame de um, de novo, EMPURRADOR DE BÓIA!!! Afronta.

Dentre todos os desastres que poderiam ter acontecido, aconteceu esse. Eu podia ter fraturado alguma vétebra, ficado paraplégica, mas não, foi isso que me aconteceu num lugar tão cheio de perigos. Sem contar a injustiça que é você estar no meio de tanta gente gorgeous(!!!!) de biquini. Parecia um daqueles pesadelos em que você vai nu pro colégio, sabe?

Enecerrada nossa pequena incursão no mundo dos ricos e bonitos pulemos para a festa dos quintos dos infernos do domingo. "Pool party". Fino, não? Parece mas não é. Festa marcada para iniciar meio dia e terminar meia noite. Finos que somos, chegamos eu, Lingua e Hype às quinze horas. Parecia uma boa idéia já que a festa havia oficialmente iniciado três horas antes, não? Noooooot!

Quando nós chegamos havia uns três ou quatro exemplares de cafuçus. E não dos esporte-fino. Daquele modelo que pega a Topic 55 pra ir pra Praia do Futuro.

Cerveja cara. Quatro reais. Skin. Médio gelada.

Tédio, tédio, tédio... eis que surge o casal-alegria-da-festa. Ela de bota cano alto, meia fina, trench colt. Tudo preto. Ele. Sobretudo, sapato social e meia bege, peruca longa do comprimento Igreja Universal e chapeu coco. Também todo de preto. Circula, circula... ambos partem para a primeira troca de roupa. Ela, agora descalça, de top curtinho e shorts tão curtos que os pentelhos pulavam para fora. Ele. Cueca Branca. Red Nose. Pulam na piscina. Uhuuuu!!!

Eu acreditava piamente que haveria uma art performance mas não teve. Foi só mico mesmo. Fizeram um petit pool party mas logo se cansaram. (Nessa altura do campeonato a gente já tinha certeza que a festa havia flopado) Deixaram a piscina e partiram separados para as outras aventuras.

Ela, pobre coitada, provou ser apenas escada do rapaz por que ninguém mais soube notícias dela. Ele, por outro lado, se agarrava panoramicamente no pula pula com outros garotos. De cueca (sim). Branca (sim). Molhada (sim). Sempre que secava ele ia lá e molhava de novo. O pula pula mais parecia a barraca do beijo, entreva um, saía outro e o rapaz com gosto duvidoso para cuecas continuava lá.

Mas como tudo na vida cansa, com ele não foi diferente. Quando ele se entediou de vez dos prazeres da carne resolveu que seria apropriado meditar. Sim. De cueca. Posição de Lótus e lá ficou, polegares unidos aos indicadores sobre os joelhos. Ooooooooooom. Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti

Pois é pois é pois é. Bizarrices à parte resolvi que tomaria algo pra me sentir melhor, mais bonita, mais incrível, essas coisas. Deu certo, até certo ponto. Até eu chegar em casa e passar mal. Até eu acordar péssima, deprimida e assim ficar por toda semana. Não fosse por isso, ninguém, além dos que foram para a festa, and belive me, não foram muitos, ninguém saberia dos meus passamentos. Claro, se eu houvesse resistido e não tivesse escrito nada. Now everybody knows I'm such a loser. Pior, daquelas que sofre e torna público. Ou seja do tipo mais patético e cafuçu.

Normal. Papel de Enrolar Prego às vezes vira Kleenex, não é raro, é bem comum ultimamente, mas toda vez me sinto compelida a dizer que não acontecerá de novo. Tudo que não foi expurgado voltou forçosamente para dentro. A carcaça subiu e besta fera despertou. Proibi músicas e livros no meu quarto. Nada de Clarice, Caio, Pessoa ou Chico. Acredite se puder.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Momento: Sou brega sim, e dai?

Sabe o conto de fadas, novela do Manoel Carlos, comédia romântica estrelada pela Julia Roberts e Hugh Grant? O discurso final em que os dois se acertam? Pois é. É isso que uma garota gosta de ouvir por mais prego que seja. É assim que se faz, quer ver?


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humpf!!!

Tantas Palavras

Tantas palavras
Que eu conhecia
Só por ouvir falar, falar
Tantas palavras
Que ela gostava
E repetia
Só por gostar

Não tinham tradução
Mas combinavam bem
Toda sessão ela virava uma atriz
''Give me a kiss, darling''
''Play it again''

Trocamos confissões, sons
No cinema, dublando as paixões
Movendo as bocas
Com palavras ocas
Ou fora de si
Minha boca
Sem que eu compreendesse
Falou c'est fini
C'est fini

Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz

Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui


Chico Buarque